Assucena traz o show “Minha voz e eu” ao palco do IC
onde: Itaú Cultural
Auditório Ibirapuera
Endereço
Avenida Pedro Álvares Cabral, 0, Parque do Ibirapuera – Portão 2, São Paulo/SP
Contatos e informações extras
11 3629 1075
O duo A Voz do Violão, formado pela cantora Aninha Ferrini e pelo violonista Wellington Silva, se apresenta no foyer do Auditório Ibirapuera com um espetáculo que conta com a participação especial do clarinetista André Fajersztajn.
Explorando diversas possibilidades rítmicas, harmônicas, melódicas e estruturais presentes na música brasileira, a dupla desenvolve e apresenta um trabalho de pesquisa sonora de obras de grandes compositores do cancioneiro popular que também são violonistas.
“A partir do repertório do Guinga, que toca com muitas cantoras e com a mesma formação que temos, começamos a pesquisar as canções dele com as quais mais nos identificávamos no que diz respeito às letras, aos ritmos brasileiros, e que cabiam para esse duo”, explica Aninha Ferrini. “Tudo o que o Guinga pensa na música está presente no violão dele. Então, nós tentamos seguir a mesma linha, mas rearranjando essas canções, transformando a sonoridade e colocando a nossa personalidade.”
Wellington Silva acrescenta que o duo passou a pesquisar outros compositores que também compõem ao violão. “Por isso, temos no repertório ainda músicas de Dori Caymmi, Chico Saraiva, Baden Powell e Heitor Villa-Lobos”, diz. “E, apesar de o violão não ter sido o principal instrumento de Villa-Lobos, sua obra para o instrumento é importantíssima”, explica. “Dentro do processo de escolha e preparação de repertório do nosso duo, a influência de sua obra sempre se faz presente.”
A cantora (também regente de coro e integrante do grupo Seis Canta) e o violonista (também arranjador, regente de coro e integrante do grupo Chorando em Ré menor) se conheceram em 2015 por meio de outros amigos, estudantes de música e canto na Escola do Auditório, e acabaram formando a dupla naquele mesmo ano. A primeira vez que tocaram juntos foi na apresentação de Aninha Ferrini, durante sua formatura no curso de canto (do qual é, desde então, professora e regente assistente) na Escola do Auditório. A partir daí se deu a parceria.
“Nós nos conhecemos pelo Chorando em Ré Menor [grupo inicialmente formado por alunos do Auditório e que, posteriormente, incluíra outros músicos], mas tocamos pela primeira vez na minha formatura”, conta Aninha. “Eu queria uma formação reduzida, de voz e violão de sete cordas, para fazer uma música mais intimista [“Sentinela”, que será apresentada no foyer]. Então, resolvi chamar o Wellington”. “A partir daí, passamos a tocar juntos. E, por conta de uma oportunidade que tive de fazer um projeto sobre o Guinga, pensei no Wellington na hora. Mandei uma mensagem de madrugada perguntando se ele topava... E aqui estamos.”
Sobre o que é preciso fazer para ouvir a voz do violão a dupla diz que é entender como nasce a raiz da composição. “A canção brasileira nasce feita por um violão e pensada para uma voz; uma voz que vai dizer um texto e transmitir uma melodia em confluência com a harmonia da música”, explica Aninha. “É realmente perceber que existe essa matriz da canção, acrescenta. “O violão ecoa muitas vozes. Nós estamos levantando alguma delas e tentando fazer com que as pessoas as enxerguem com bastante clareza.”
Música no Foyer | A Voz do Violão
sexta 28 de julho de 2017
às 21h
[duração aproximada: 60 minutos]
Entrada gratuita [a apresentação será no foyer do Auditório Ibirapuera]
[livre para todos os públicos]